A eficácia da proposta deste humilde espaço depende da disciplina de seu criador. Logo, resta uma retratação por um vão que nunca será recuperado. Segunda-feira não será restaurada, a não ser que eu descubra um jeito de enganar o blogspot. Por outro, o filósofo da segunda metade do século XX Garfield dizia: "Odeio segundas-feiras." Assim, devemos esquecer o que ocorreu, por conta de uma data infeliz. Por mais tentador que seja, ainda não. Ofereço a cara à tapa (não literalmente) e peço desculpas aos leitores deste blog, seja lá a dimensão em que esses habitem.
Este "incidente", senhoras e senhores, não se repetirá. Já comecei a pesquisar preços de blackberrys. Enquanto isso, um pequeno suborno. Obrigado e boa noite!
terça-feira, 8 de dezembro de 2009
domingo, 6 de dezembro de 2009
Zenas kariokas 2

Introdução
Pego um táxi. Destino: minha casa (Copacabana) até o shopping Leblon (... Leblon).
Cena 1 – O mistério desinteressante das lésbicas flamenguistas
Espero uma mulher com a camisa do Flamengo sair do táxi. Ela não tem pressa e eu estou com medo de não chegar a tempo de pegar o shopping aberto ou intacto, já que a festa da concentração do Flamengo corria a toda por aquelas bandas. Mal fecho a porta
- Muita falta de vergonha na cara. Essa aí com a camisa do Flamengo. Tava aí com duas amigas, peguei no Baixo Gávea, as duas se pegando, de língua, agora há pouco...
- Ah, que bom... Só quero ir pro Shopping Leblon, por favor.
- Essa e as amigas...
- ... vamos pegar o Corte do Cantagalo...
Cena 2 – Carmageddon
O taxista continua discursando sobre as lésbicas. Eu faço o máximo para parecer desinteressado, mas ele insiste. É um brasileiro, não desiste e não sabe quando está sobrando.
- ... pra mim, pode fazer o que quiser. Beijar, meter na (...), tá pagando, faz o que quiser, tou pouco me (...)
Neste momento, como sempre ocorre nas ruas cariocas e em Copacabana, as pessoas atravessam fora do sinal e com os carros vindo em sua direção. Embebido apenas por sua revolta em nome dos bons costumes e a moral (eu acho), uma mulher baixa, gorda e um tanto desajeitada tenta descobrir a seu modo por que a galinha atravessou a rua. O motorista avança em cima da mulher por alguns segundos, mas o suficiente para espantar não apenas a mulher como a mim mesmo. Poderia ter sido um acidente, mas
- Essa gente atravessando a rua é um absurdo. Tudo bêbado, não vê a rua, causa acidente.
Mais a frente, um homem tenta a mesma façanha.
- Esse aí, outro. Tudo bêbado...
- É, se distrair no trânsito é algo terrível. – casualmente esperando que ele entenda a indireta.
Estou em dúvida até agora se aquelas demonstrações de psicose explícita foram involuntárias por ele estar preocupado com as lésbicas flamenguistas ou algo mais sinistro. Ainda assim, deveria ter saltado. Por que sempre penso no que deve ser feito depois do ato?
Cena 3 – Janela indiscreta
Após mais alguns resmungos, paramos no sinal perto do shopping. Um garoto, sorrateiramente, se aproxima de um carro estacionado, abre a porta e entra.
- Olha só. Esse aí entrou todo estranho no carro. Tá vendo? Se agachando e tudo... O que será que ele tá fazendo?
- Não me interessa.
O sinal abre. À medida em que o carro se aproxima, ele diminui a velocidade:
- Vamos ver o que ele tá fazendo pela janela.
- NÃO!
Ele ri. Não olho, pois temo que o motorista esteja tendo com espuma na boca há esta altura.
- Pois é, né? Melhor a gente cuidar da nossa vida, temos os nossos problemas. Não é nosso carro mesmo, né? Não importa, porque não é carro meu...
- Aqui tá o dinheiro. Boas festas.
Chego na livraria e pego o que tanto aguardava: minha edição brasileira da obra de David Foster Wallace, Breves entrevistas com homens hediondos.
Apropriado, pensei.
sábado, 5 de dezembro de 2009
Confissões 6
Você percebe que precisa sair mais quando seu dia se divide entre trabalho e a quarta temporada de "Desperate Housewives".
Obs. : tenho um novo prazer culpado.
Obs. : tenho um novo prazer culpado.
sexta-feira, 4 de dezembro de 2009
Resfriado 1
Apesar de minhas alergias e quase absoluta intolerância física a tudo a meu redor, raramente fico doente. No entanto, umas duas ou três ao ano, pego um resfriado. Ao contrário de Frank Sinatra, não há nada de mítico ou interessante quando convalesço. Além do sintomas usuais, agravados pela alergia, fico de péssimo humor, arredio, cansado e com dor de cabeça. Ou seja, a novidade é que fico com dor de cabeça, o que detesto. Não posso fumar, devido a garganta, mas, normalmente, não consigo ficar mais de um dia sem cigarro e pioro a garganta. O que me deixa mais mal humorado. Enfim, eu não gosto de ficar perto de ninguém quando estou doente e ninguém deve ficar perto de mim. Na melhor das hipóteses, você me encontrará monossilábico. Ainda assim, nada consegue me irritar mais do que a falta de energia. Sem energia, não consigo pensar direito. Sem pensar direito, não consigo ser criativo. Sem ser criativo, só fico resmungando, mas sem a parte relativamente charmosa que um resmungo precisa ter para ser socialmente aceito. Em outras palavras, você tem os posts dessa semana. Não sei ainda a quem culpar: o resfriado ou a decisão idiota de escrever um texto novo diariamente. Talvez os dois. Estou abatido. Agora, sei como Frank Sinatra se sentiu. Claro que ter duas loiras ao meu lado poderia ajudar. Mas, como o mundo insiste em cuspir na minha cara, eu não sou Frank Sinatra. E blá, blá, blá, blá, ....
quinta-feira, 3 de dezembro de 2009
Dicas 2
Se você tiver a oportunidade de visitar o Hard Rock Cafe, na Barra, Não Vá!
Detalhes a seguir. Quando não estiver mais resfriado e sedado por antibio
Detalhes a seguir. Quando não estiver mais resfriado e sedado por antibio
quarta-feira, 2 de dezembro de 2009
Ciranda

O editor não gostava do autor, que não gostava do jornalista e do editor, que também não gostava do jornalista, que não gostava do autor e do editor. O autor ficou com o editor, que manteve um caso com o jornalista, que manteve com um caso com o autor, que se envolveu com outro editor, que se envolveu com o empresário estrangeiro, que não tinha nada a ver com a história e estava de olho no catálogo.
Moral: ... e todos beberam na festa de lançamento felizes para sempre.
It's a small world after all!
terça-feira, 1 de dezembro de 2009
Confissões 5
No interior de cada um de nós, duas forças estão em conflito... Eu sou um exemplo.
Sou um freelancer partido ao meio. Partido entre trabalho e a falta de tempo para fazê-lo.
Os duas forças batalham pela alma...
Mais especificamente, o banco. E as forças são minha dívida e meu salário.
Mas, ao final do dia, chegamos a uma conclusão razoável.
Vou fugir pro Sana e mudar meu nome para Mahatma Bahuan!
Dá-lhe, juros!
Sou um freelancer partido ao meio. Partido entre trabalho e a falta de tempo para fazê-lo.
Os duas forças batalham pela alma...
Mais especificamente, o banco. E as forças são minha dívida e meu salário.
Mas, ao final do dia, chegamos a uma conclusão razoável.
Vou fugir pro Sana e mudar meu nome para Mahatma Bahuan!
Dá-lhe, juros!
Assinar:
Postagens (Atom)